segunda-feira, 7 de setembro de 2009



NATÉRCIA CHICANE
Sou estudante de Auditoria, interesso-me pelo cinema documental há poucos anos. Participei numa formação na AMOCINE, para o desenvolvimento de Projecto de Documentário, onde concorrí com o projecto “Alface e Couve”- A história de um puto batalhador, que foi escolhido como o melhor projecto. Em Abril deste ano participei nas oficinas de Documentário no Brasil- CINEPORT, e faço parte da rede CINEPORT. Em julho, participei no concurso DOC-TV e ocupei o segundo lugar; actualmente tenho estado a desenvolver um  novo projecto com o Nomadlab.

O meu projecto chama-se "Johana - A terra que robou os nossos maridos”. Conta a história de uma mulher que viu o seu marido partir para África de Sul, em busca de melhores condições de sobrevivência. No começo, Alice via o seu esposo preocupado com a família, telefonava, enviava dinheiro e comida todos os meses, visitava durante a Páscoa e o Natal. Com o tempo tudo mudou, aquele homem acabou formando uma nova família em Johana. Alice enfrentou o desafio de criar seus filhos sozinha. Deixou o passado e uniu forças para seguir em frente. Regressou à terra de seus progenitores onde fez uma casa de caniço. Trançava esteiras e fazia bebida tradicional para depois vender.
Actualmente trabalha na machamba de Xinavane, associada à açucarreira de Marragra; está fazendo uma casa de blocos e tem um companheiro que a aquece de noite. Ao longo do tempo, Alice revelou coragem e determinação. Esta história é semelhante à de muitas mulheres moçambicanas, embora com algumas diferenças, porque alguns maridos morreram lá, outros voltaram doentes, outros ainda voltaram desgraçados passando a viver de favor nas casas que outrora foram deles mas actualmente chefiadas pelas mulheres.

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